Francisco José de LimaMemorial acadêmico e pessoal — página inicial

Anexo I — Produção acadêmicaParte 20 de 20

Anexo I

Produção acadêmica e atuação científica de Francisco José de Lima

Publicações, pesquisas, orientações, bancas, ensino, extensão, cursos, palestras e outras realizações, de 1997 a 2025.

Aqui está a versão corrigida, organizada e consolidada do texto para o seu memorial acadêmico.

As duplicações e fragmentos de frases soltas (como "5.7 A p", o trecho repetido do item 5.5 e a duplicação do item 5.6) foram eliminados. A gramática, a pontuação e a coesão textual foram ajustadas para garantir um tom formal, fluido e compatível com a escrita acadêmica de memorial.


5.4 Parceiros do CEI

Nos anos de atuação do Centro de Estudos Inclusivos (CEI), trabalhei em parceria com o CNPq, a CAPES, a FACEPE, a ANEEL, o Serviço Internacional e diversos outros órgãos públicos e privados.


5.5 Acessibilidade comunicacional, direito e extensão

Na área da audiodescrição, promovi pesquisas científicas e viabilizei a divulgação acadêmica de estudos de diferentes autores por meio da Revista Brasileira de Tradução Visual (RBTV, ISSN 2176–9656). Idealizei a revista, custeei-a com recursos próprios e atuo como seu editor-chefe desde 2009.

A RBTV é, hoje, a única revista científica que aceita submissões e publicações em Libras. Seus conteúdos contemplam a produção gráfica de materiais em Braille, os constructos da tradução de e para a Libras e uma ampla variedade de áreas da inclusão imagética, além da audiodescrição propriamente dita — inclusive em páginas web e em outros ambientes informáticos.

Como pesquisador das áreas de acessibilidade, barreiras atitudinais e representações mentais de estímulos táteis; como idealizador e mantenedor do portal Associados da Inclusão e da página Direito Para Todos; como orientador na graduação e na pós-graduação; e como palestrante e consultor em inclusão social, laboral e educacional, nunca me furtei a apontar atitudes excludentes, inclusive quando praticadas por aqueles que discursavam sobre inclusão.

Assumi uma postura inclusivista firme e destemida, fundamentada no desenho universal e na defesa do direito das pessoas com deficiência ao acesso a bens e serviços em igualdade de oportunidades e condições, sem discriminação, barreiras atitudinais, paternalismo ou condescendência.

Essas minhas características éticas, morais e profissionais deram a tônica das ações do Centro de Estudos Inclusivos e fizeram com que o CEI se tornasse nacionalmente conhecido, recebendo consultas de diversas partes do país — formuladas por pais, professores, juristas e outros profissionais — sobre assuntos do domínio de conhecimento de seu coordenador e alinhados à missão do Centro.

Minha experiência profissional, minha formação acadêmica e minha vivência como pessoa cega congênita orientaram a transformação do CEI em um espaço permanente de estudos e de proposição de ações inclusivas. Preparei o Centro para defender direitos e enfrentar barreiras atitudinais dentro e fora da Universidade, sobretudo aquelas que obstruíam a acessibilidade comunicacional.

Em suma, minha sólida formação no campo da teoria da inclusão constituiu o lastro para as proposições do Centro com vistas à inclusão dos estudantes com deficiência na UFPE e na sociedade, conforme atesta o renomado educador e inclusivista Romeu Kazumi Sassaki (Anexo 9).

A pujança com que defendo a mim mesmo, como pessoa com deficiência, e com que defendo, ainda mais vigorosamente, meus pares — os estudantes com deficiência — incomoda aqueles que trabalham contra a inclusão ou que dela tiram proveito, ensinando ou perpetuando a "indústria da deficiência".

Permaneço convicto de que deficiência não é currículo, de que representação não substitui competência e de que nenhuma condição corporal autoriza a presunção de incapacidade. Defendo o desenho universal sem negar a necessidade de adaptações individuais; defendo a presença e o protagonismo da pessoa com deficiência sem transformar sua experiência em monopólio de saber; e defendo o conhecimento técnico sem aceitar que ele se converta em instrumento de tutela.


5.6 Persistência e insistência como princípios de atuação

Além de promover estudos, pesquisas, palestras, debates e cursos de extensão — alguns dos quais abordando temas pouco ou nada conhecidos pela comunidade acadêmica local e até nacional —, fui o primeiro a trazer ao Centro de Educação uma palestra sobre Pedagogia Empresarial. Fui também o primeiro e único docente a ministrar, no Programa de Pós-Graduação em Educação, uma disciplina específica sobre barreiras atitudinais (provavelmente o pioneiro a fazê-lo no Brasil), inclusive antes da aprovação, em dezembro de 2006, da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova Iorque). Essa Convenção foi o primeiro documento internacional a incorporar explicitamente a barreira atitudinal como componente da definição de pessoa com deficiência.

Fui, ainda, o primeiro docente da UFPE a propor e ministrar cursos de extensão em audiodescrição, contribuindo para posicionar a Universidade entre as pioneiras instituições brasileiras a pesquisar o tema e a produzir dissertações e teses nessa área. A partir dessa iniciativa, passei a orientar parcela significativa dos trabalhos acadêmicos brasileiros sobre audiodescrição e educação.


Assim, se não dermos o exemplo de inclusão na Universidade, se não ensinarmos a inclusão na Universidade, serão as crianças com deficiência que padecerão nas escolas.

São dez anos em que o CEI vem, pelas mãos de seu coordenador, construindo uma história de luta contra as barreiras atitudinais. Agora, despeço-me da coordenação do Centro de Estudos Inclusivos sem, contudo, deixar de realizar as ações de extensão e de militância acadêmica que sempre desenvolvi. Despeço-me com a esperança de que as futuras gestões do CEI não o extingam, não ponham por terra uma vida de lutas e não desrespeitem as pessoas com deficiência que este Centro sempre honrou e defendeu.


12. Uma geografia de cursos, conferências e intervenção pública

Em Assis (SP), a Loja Maçônica União e Fidelidade reconheceu e apoiou meu trabalho. Sua contribuição para o desenvolvimento da caneta M/H 1.0, destinada ao desenho em relevo, integra a memória de uma comunidade que compreendeu o potencial social da pesquisa. A homenagem recebida marcou-me por associar invenção, educação e compromisso local.

Em 14 de maio de 2012, participei de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal sobre o Plano Viver sem Limite e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, na condição de coordenador do Centro de Estudos Inclusivos. Minha participação nesses espaços nunca foi cerimonial: procurei demonstrar que uma legislação sem execução acessível não passa de "uma porta desenhada na parede".

Na trajetória de construção da audiodescrição brasileira, participei do I Encontro Nacional de Audiodescritores, realizado na Estação Pinacoteca, em São Paulo, nos dias 23 e 24 de outubro de 2008. Apresentei também reflexões sobre jogos para pessoas cegas, audiogames e audiodescrição aplicada a jogos acessíveis no I Encontro Nacional de Audiogames, ocorrido na Uni Sant’Anna, em São Paulo, de 18 a 20 de maio de 2007.

Em 5 de dezembro de 2008, no Centro de Educação da UFPE, idealizei o percurso Imagens que Falam, materializando uma experiência inaugural de formação e apresentação cultural com audiodescrição. Em maio de 2011, ministrei formação no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, aproximando tradução visual, museus, patrimônio e recepção por pessoas com deficiência visual. Ministrei cursos e participei de atividades em Mariana, Ouro Preto e Ilhéus, levando a discussão sobre percepção tátil, descrição e acessibilidade cultural a diferentes territórios.

Minha circulação formativa alcançou a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, além de cidades nos estados de Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Em Maceió, em 7 de dezembro de 2007, participei de atividade da ADEFAL que reuniu Braille, cão-guia, livro acessível e inclusão digital. Em Curitiba, no IV EDUCERE e II Congresso Nacional da Área de Educação (2004), apresentei trabalhos sobre a caneta M/H 1.0, a transição da imagem visual para a representação tátil e o ensino do reconhecimento de desenhos pelo tato.

Em 31 de julho de 2013, no campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen, proferiu palestra sobre barreiras atitudinais, acessibilidade e inclusão. Na UFRN, ministrei formações doutorais e participei de debates sobre ensino superior e deficiência visual. Em Mossoró, conduzi seminário de formação em acessibilidade e inclusão.

Minha presença em cursos, bancas examinadoras, palestras e conferências também abrangeu cidades como Rio de Janeiro, Colatina, Aracaju, Vitória, Porto Alegre, Campo Grande, Florianópolis, Ribeirão Preto, João Pessoa, Olinda, Camaragibe, Petrolina, Natal e Belém.

No âmbito internacional, estive em Dubrovnik (Croácia), Barcelona (Espanha), além de itinerários acadêmicos na Itália e nos Estados Unidos (em Phoenix, Reno, Washington, D.C. e St. Louis). Essa circulação não constitui mero inventário geográfico: registra os locais onde ensinei, participei de bancas, apresentei pesquisas e dialoguei diretamente com diferentes comunidades acadêmicas e profissionais.

Essa cartografia curricular documenta o trânsito vivo e ininterrupto entre o laboratório, a sala de aula, a extensão, a cultura e a vida pública.

Mesmo tendo de adicionar carga horária maior a que tinha na graduação em Pedagogia, ministrei a disciplina de áudio-descrição no curso de Rádio, TV e Internet, pois compreendi que tinha um dever com a comunidade, com os estudantes e com as pessoas com deficiência que se beneficiariam do serviço.

Com essa iniciativa, contribuí para que a UFPE se tornasse a primeira universidade brasileira a oferecer uma disciplina de áudio-descrição em curso de graduação na área de Rádio, TV e Internet. Também introduzi uma disciplina de áudio-descrição aplicada à educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPE.

Com esses exemplos, insisti, à frente do CEI, que acessibilidade é mais do que ter acesso: é desfrutar direitos e cumprir deveres em igualdade de condições e oportunidades. Esses eram alguns dos objetivos mais basilares que persegui na condução do Centro de Estudos Inclusivos. Esses são objetivos que espero não se percam.

Depois desses trabalhos, tive a oportunidade de coorientar, formal e informalmente, dissertações e teses em outros cursos, por exemplo no curso de Design da UFPE. Em 2007, com Maria de Fátima Xavier do Monte Almeida e Laura Bezerra Martins (professora no Departamento de Design, UFPE), participei do trabalho Mapa tátil: um enfoque ergonômico.

A geografia de cursos, conferências e intervenção pública

A criação do Centro de Estudos Inclusivos, os projetos realizados com a Celpe, os cursos de áudio-descrição, a produção da Revista Brasileira de Tradução Visual, a criação do Laboratory of Artificial Intelligence and Machine Aid (Laima), formam uma mesma linha: formar pessoas, produzir conhecimento e converter resultados em acesso, autonomia e direito.

Em 2006, proferi as conferências Acessibilidade como fator de Inclusão Social e Justiça e Inclusão da Pessoa com Deficiência, além de apresentações anteriores sobre o Estatuto da Pessoa com Deficiência, vestibulares, colocação profissional e inclusão escolar. Também falei em escolas da magistratura, no Conselho Nacional de Justiça e em outros espaços jurídicos e formativos, sempre aproximando conhecimento acadêmico, direitos humanos e prática institucional.

Em 14 de maio de 2012, participei, como coordenador do Centro de Estudos Inclusivos da UFPE, de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Convocada a requerimento do senador Paulo Paim, a reunião debateu o Plano Viver sem Limite e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Estive ao lado de representantes do movimento de pessoas com deficiência, do governo, da diplomacia e da Justiça Federal.

Minha presença naquele espaço possui, para mim, densidade histórica: o jovem que recorrera à Emenda Constitucional nº 12 para discutir acesso ao ensino estava, décadas depois, dentro do Parlamento, participando da construção de uma legislação mais abrangente.

Mais recentemente, liderei, para o Ministério Público de Pernambuco, uma pesquisa sobre as razões de motoristas não pararem para passageiros cadeirantes. Também realizei palestras e participei da produção de reflexões no âmbito do MPPE. Essa atuação prolongou minha defesa da mobilidade como direito e da responsabilidade de instituições e profissionais diante das barreiras que impedem a participação social.

Em 2013, organizei com Rita Mendonça o livro A efetividade da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, publicado pela Editora Universitária da UFPE. A obra reuniu direito, educação, trabalho, acessibilidade e experiência social. Nos sites Associados da Inclusão e Lerparaver, criei também um arquivo público de artigos, comentários, chamadas à mobilização e crítica institucional. O conjunto revela minha escrita aberta, às vezes polêmica, sempre orientada à ideia de que a lei precisa produzir transformação concreta.

Não vejo uma sucessão de episódios isolados. Vejo uma ideia que se deslocou: da sala de aula ao encontro nacional, do encontro ao documento público, do documento à formação, da formação à pesquisa e da pesquisa a serviços e redes internacionais.

Captura do site Foco Acessível, com a matéria “Audiodescrição e tecnologia a favor da acessibilidade e da inclusão” e fotografia de Francisco segurando um modelo ampliado de inseto.

Fonte: https://focoacessivel.com.br/episodios/ep-2-udiodescricao-e-tecnologia-a-favor-da-acessibilidade-e-da-inclusao-francisco-lima/ — Versão melhorada com IA (imagem original)

No Brasil, a divulgação de meu trabalho no exterior se deu em palestras, em entrevistas para podcasts, matérias em jornais locais e em participação formação acadêmica. Na imagem acima, estou em pé, segurando com a mão direita um pequeno bloco de resina com um besouro preservado; ao lado há um banner com a fotografia colorida da abelha europeia, Apis mellifera, e um boton do SnapSects aparece sobre o bolso da camisa. O registro visual aproxima, numa única cena, entomologia, acessibilidade científica e o projeto que nasceu dessa convergência.

Em 15 de abril de 2025, retornei à UNESP de Assis para uma atividade anunciada pelo Programa de Pós-Graduação em Biociências. Esse retorno ligou minha formação em Psicologia, a pesquisa em entomologia, a áudio-descrição e o pós-doutorado realizado no MNNH- Smithsonian.


Não considero esses cursos um apêndice de minha produção acadêmica. Foram uma das formas pelas quais procurei cumprir a extensão. Muito do que eu sabia vinha de pessoas que me ensinaram generosamente: professores que tive, autores que li, pesquisadores com quem dialoguei, profissionais e usuários que corrigiram minhas certezas. Transformar esse conhecimento em curso, oficina, material aberto e disciplina era a maneira de fazê-lo voltar à sociedade. Eu não queria que a universidade fosse um lugar que acumulasse saber sobre a pessoa com deficiência e pouco devolvesse a ela.

Em 2010, o III Curso de Áudio-descrição 'Imagens que Falam', no Centro de Estudos Inclusivos da UFPE, teve quarenta e seis horas, entre setembro e dezembro. O anúncio do curso registra-me como idealizador e formador e Rosângela Lima como organizadora. Registra ainda a proposta de formar áudio-descritores de eventos visuais para inclusão comunicacional, social e cultural, com aplicação na cultura, educação, trabalho e lazer. A formação não se restringia a cinema: tratava de eventos estáticos e dinâmicos, materiais educacionais e diferentes situações em que a informação visual condicionava a participação.

Em 2013, a Universidade Federal de Santa Maria registrou mais uma versão de meu curso “Imagens que Falam”, dessa vez para servidores dos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. Esse curso somou quarenta horas: vinte a distância e vinte presenciais. A própria UFSM o descreveu como formação para receber e garantir a permanência de estudantes com deficiência visual e discutir políticas de acessibilidade acadêmica. Durante a mesma passagem, falei sobre barreiras atitudinais, acessibilidade e inclusão. Para mim, não havia separação: ensinar áudio-descrição sem discutir a atitude com que se olha a pessoa com deficiência seria ensinar uma técnica amputada de sua finalidade.

Os registros digitais preservam outras passagens. Há divulgação de oficina introdutória gratuita em Ouro Preto, em 2014, e do projeto de extensão Áudio-descrição, acessibilidade e inclusão, que depois articulou formação, cinema, rádio e discussão de direitos na Região dos Inconfidentes.

Em 2015, Alagoas recebeu as primeiras edições locais do “Imagens que Falam”, com aulas teóricas e práticas e formação também de consultores; uma segunda edição combinou dezesseis horas presenciais e vinte e quatro a distância.

Em São Paulo, o curso “Imagens que falam” teve edição em parceria com o Instituto Iris, com o Sesc e com OAB-SP. Em Guaratinguetá, o curso foi oferecido em parceria com o Senac. No Rio de Janeiro o curso foi oferecido no Instituto Benjamim Constant. Em Fortaleza, no museu Dragão do Mar. Esses vestígios ajudam a mostrar que a formação foi se tornando rede, e não um curso preso a Recife. CONFIRMAR DATAS

Em 2016, essa rede assumiu outra escala com o curso de extensão on-line sobre áudio-descrição de fotografia, cartaz e outras imagens estáticas, ministrado por Rosângela Lima e por mim, e certificado pela UFPE. O programa dizia expressamente que uma das metas era oferecer o conhecimento gramatical necessário à produção dessas traduções.

Uma participante registrou: depois de três meses de aulas em ambiente virtual, encontros síncronos semanais, mais de trinta participantes cegos e videntes de diferentes regiões do Brasil apresentaram trabalhos finais realizados em pares. Citou que, entre os conteúdos, foram estudados a expressão oral e escrita, técnicas de descrição e estilo, análise de erros e prática tradutória. Esse é um testemunho externo de algo que para mim era central: formar em áudio-descrição era formar também para a língua, a crítica e a cooperação. PROCURAR NA REDE ESSE DEPOIMENTO

A continuidade institucional também aparece anos depois: o registro de ações de extensão do Centro de Educação da UFPE inclui o Curso de Áudio-descrição “Imagens que Falam” de 2019, sob minha responsabilidade docente. Não quero converter essas datas em contabilidade de turmas. Elas mostram persistência. Entre uma edição e outra, os materiais eram revistos, os exemplos mudavam, novas questões surgiam e antigos alunos passavam a produzir, ensinar, pesquisar e discordar. É assim que um campo amadurece.

Minha memória registra uma circulação ainda maior, por cursos, palestras, oficinas ou pela procedência de alunos: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo e outros lugares, além de participantes de fora do Brasil, Portugal e Panamá.

Nem todos esses percursos deixaram hoje um vestígio digital recuperável, e não quero transformar memória em falsa comprovação. Por isso mantenho aqui a distinção: alguns deslocamentos estão documentados por páginas institucionais e anúncios preservados; outros permanecem como memória autobiográfica de uma formação a distância que, muito antes de a educação online se tornar corriqueira, permitia reunir pessoas separadas por milhares de quilômetros.

Há um registro visual que considero significativo desse movimento. A UFSM preserva uma página de 29 de julho de 2013 cuja legenda identifica uma fotografia minha ministrando o curso aos professores em Frederico Westphalen2. Para alguns, talvez, esse registro pode ser apenas uma dimensão material da cena; para mim, importa sobretudo o que aquela foto documenta: uma universidade reunindo seus profissionais para estudar como tornar a informação visual acessível. A imagem, neste caso, registra exatamente aquilo que eu buscava ensinar sobre imagens: elas só se tornam parte comum da vida acadêmica quando também pensamos em como serão acessadas por quem não as vê.

Fotografia de uma sala de aula: um professor está em pé, próximo ao quadro, diante de participantes sentados em carteiras.

Fonte da foto: https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2013/07/29/ — Versão melhorada com IA (imagem original)


Produção bibliográfica

Artigos em periódicos

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F.; GUEDES, L. C.; ARAÚJO, Clarissa Martins de. Orientações para um ambiente de trabalho inclusivo. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 17, p. 5-10, 2014.

LIMA, R. A. F.; LIMA, Francisco José de. Áudio-descrição da capa: a efetividade da convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 17, p. 15-17, 2014.

LIMA, Francisco José de; LIMA, Rosângela Aparecida Ferreira. Lições basilares para a formação do áudio-descritor empoderativo. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 11, p. 1, 2011.

LIMA, Francisco José de. Introdução aos estudos do roteiro para áudio-descrição: sugestões para a construção de um script anotado. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 11, p. 1, 2011.

LIMA, Francisco José de; SILVA, F. T. S. Subsídios para a construção de um código de conduta profissional do áudio-descritor. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 05, p. seção principal, 2010.

XAVIER, Ana Carolina Grijp; LIMA, Francisco José de; GUEDES, L. C.; OLIVEIRA, Leny Ferreira. A produção de desenho em relevo: da imagem visual para a representação tátil. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 4, p. seção principal, 2010.

RIBEIRO, Ernani Nunes; LIMA, Francisco José de. Estudo da comunicabilidade das imagens: contribuições para o processo de ensino aprendizagem na escola inclusiva. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 3, p. seção principal, 2010.

VIEIRA, P. A. M.; LIMA, Francisco José de. A teoria na prática: áudio-descrição, uma inovação no material didático. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 2, p. seção principal, 2010.

LIMA, Francisco José de; GUEDES, L. C.; GUEDES, M. C. Áudio-descrição: orientações para uma prática sem barreiras atitudinais. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 2, p. seção principal, 2010.

LIMA, Francisco José de; VIEIRA, P. A. M.; RODRIGUES, E. R.; PASSOS, S. S. M. Arte, educação e inclusão: orientações para áudio-descrição em museus. Diálogos entre Arte e Público, v. 3, p. 1, 2010.

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F. O direito das crianças com deficiência visual à áudio-descrição. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 3, p. seção principal, 2010.

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F.; GUEDES, L. C. Em defesa da áudio-descrição: contribuições da convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência. Revista Brasileira de Tradução Visual - RBTV, v. 1, p. 1, 2009.

LIMA, Francisco José de. Questão de postura ou de taxonomia? Coleção Pedagógica. Natal, RN, v. 1, n. 5, p. 61-70, 2003.

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F.; SILVA, J. A. A preeminência da visão: crença, filosofia, ciência e o cego. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de janeiro, v. 52, n. 10, p. 51-61, 2000.

LIMA, Francisco José de; CALCATERRA, J.; GREEN, S. The effect of orientation on Braille recognition in persons who are sighted and blind. Jvib Journal of Visual Impairment and Blindness, v. 93, p. 416-419, 1999.

LIMA, Francisco José de; HELLER, M. A.; SILVA, J. A. Recodificação da captura háptica de objetos tangíveis para uma transcrição pictórica. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de Janeiro, v. 50, n. 12, p. 124-150, 1998.

LIMA, Francisco José de; SILVA, J. A. O desenho em relevo: uma caneta que faz pontos. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de Janeiro, v. 50, n. 12, p. 144-151, 1998.

LIMA, Francisco José de; SILVA, J. A. Algumas considerações a respeito da necessidade de se pesquisar o sistema tátil e de se ensinar desenhos e mapas táteis às crianças cegas ou com limitação parcial da visão. Revista do Instituto Benjamim Constant, Rio de Janeiro, 17 dez. 2000.

LIMA, Francisco José de. Questão de postura ou de taxonomia: uma proposta. Revista do Instituto Benjamim Constant, Rio de Janeiro, p. 3 - 7, 15 abr. 2000.

Livros organizados e capítulos de livros

LIMA, Francisco José de; MENDONCA, R. (Org.). A efetividade da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. 1. ed. Recife: editora da UFPE, 2013. v. 1, p. 310.

LIMA, Francisco José de; LIMA, Rosângela Aparecida Ferreira; ARAÚJO, Clarissa Martins; GUEDES, L. C.; AZEVEDO, G. M. E. Orientações para um ambiente de trabalho inclusivo. In: FRANCISCO JOSÉ DE LIMA e RITA MENDONÇA. (Org.). A efetividade da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. 1 ed. Recife: editora da UFPE, 2013, v. 1, p. 251-282.

MARTINS, Laura Bezerra; LIMA, Francisco José de; ALMEIDA, Maria de Fátima Xavier do Monte. The decision-making process for wayfinding in public closed environment by blind people. In: KABER, David B.; BOY, Guy. (Org.). Advances in cognitive ergonomics. Boca Raton, Florida: CRC Press Taylor & Francis Group, 2010, v. 1, p. 317-626.

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F. Educação inclusiva se faz fazendo: dicas para professores. In: Lúcia de Araújo Ramos Martins; Luiza Guacira dos Santos Silva. (Org.). Múltiplos Olhares sobre Inclusão. 1 ed. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2009, v. 1, p. 105-117.

LIMA, Francisco José de. Família e escola: vivência colaborativa. Práticas inclusivas no sistema de ensino e em outros contextos. NATAL: EDUFRN, 2009, p. 195-221.

LIMA, Francisco José de; SILVA, J. A. O tato e as suas implicações no ensino de desenhos a crianças cegas. In: OLGA SOLANGE HERVAL SOUZA. (Org.). Itinerários da inclusão escolar. Porto Alegre: ULBRA, 2008, p. 112-125.

LIMA, Francisco José de. Barreiras atitudinais: obstáculos às pessoas com deficiência na escola. In: OLGA SOLANGE HERVAL SOUZA. (Org.). Itinerários da inclusão escolar - múltiplos olhares, saberes e práticas. CANOAS: ULBRA, 2008, p. 23-32.

LIMA, Francisco José de; MARTINS, Lúcia de Araújo Ramos; PIRES, José. Verificador multimodal de acessibilidade/VMA. Educação e inclusão social de pessoas com necessidades educacionais: desafios e perspectivas. João Pessoa: Editora Universitária, 2007, v. 1, p. 363-368.

LIMA, Francisco José de. Ética e inclusão: o status da diferença. In: Lúcia de Araújo Ramos; José Pires; Cláucia Nascimento da Luz Pires; Francisco Ricardo Vieira de Melo. (Org.). Inclusão compartilhando saberes. Petrópolis: VOZES, 2006, p. 54-66.

LIMA, Francisco José de. Ensinando a reconhecer desenhos pelo tato: o efeito do treino no desempenho de pessoas cegas na nomeação de figuras examinadas hapticamente. Inclusão compartilhando saberes. Petrópolis: VOZES, 2006, p. 171-188.

LIMA, Francisco José de; LIMA, R. A. F. O dito na fala de quem não o diz: uma questão de inclusão. Práticas pedagógicas e práticas de linguagem. 128 ed. Brasília: Revista de Educação AEC, 2003, p. 81-90.

Trabalhos em anais e comunicações científicas

LIMA, Francisco José de. Drawings by the blind. Conference on: representation and blindness, Repubblica di San Marino.

LIMA, Francisco José de. Reconhecimento háptico de objetos tridimensionais: um estudo da influência de distratores. Resumos e comunicações científicas? Sociedade Brasileira de Psicologia, Ribeirão Preto, p. 153 - 153.

LIMA, Francisco José de. Representação de estímulos táteis. Livro de resumos - I SEMINÁRIO DE PESQUISA, Ribeirão Preto, p. 54 - 54.

LIMA, Francisco José de. O efeito do treino com desenhos em relevo no reconhecimento háptico de figuras bidimensionais tangíveis. Livro de Resumos - III SEMINÁRIO DE PESQUISA, Ribeirão Preto, p. 57 - 57.

LIMA, Francisco José de. Recognizing pictures by touch is visual experience necessary? Anais do ISAC'00 – INTERNATIONAL SENSORY AIDS CONFERENCE, Exeter, p. 81 - 86.

LIMA, Francisco José de; SILVA, J. A. Evaluating performance after training: the recognition of pictures by touch. Fechner Day 2001, Leipzig, p. 499 - 504.

ALMEIDA, Maria de Fátima Xavier do Monte; MARTINS, Laura Bezerra; LIMA, Francisco José de. The decision-making process for wayfinding in public closed environment by blind people. In: 3rd INTERNATIONAL CONFERENCE ON APPLIED HUMAN FACTORS AND ERGONOMICS (AHFE), 2010, Miami, USA. 2010 AHFE INTERNATIONAL CONFERENCE. MIAMI: USA Publishing, 2010. v. 1. p. 1-10.

LIMA, Francisco José de; GUEDES, L. C. A produção do desenho em relevo: a caneta M/H 1.0 como alternativa tecnológica de acesso à educação, por meio da arte. In: IV EDUCERE - PUCPR - II CONGRESSO NACIONAL DA ÁREA DE EDUCAÇÃO, 2004, Curitiba. Anais, 2004.

XAVIER, Ana Carolina Grijp; LIMA, Francisco José de; GUEDES, L. C.; OLIVEIRA, Leny Ferreira. A produção de desenho em relevo: da imagem visual para a representação tátil. In: IV EDUCERE - PUCPR - II Congresso Nacional da Área de Educação, 2004, Curitiba. Anais, 2004.

LIMA, Francisco José de. Ensinando reconhecer desenhos pelo tato: o efeito do treino no desempenho de pessoas cegas na nomeação de figuras examinadas hapticamente. In: IV EDUCERE - PUCPR - II Congresso Nacional da Área de Educação, 2004, Curitiba. Anais, 2004.

LIMA, Francisco José de; ALMEIDA, Maria de Fátima Xavier do Monte; MARTINS, Laura Bezerra. Mapa tátil: um enfoque ergonômico. In: Humanizando Ambientes, 2007, Recife. I ENCONTRO NACIONAL DE ERGONOMIA DO AMBIENTE CONSTRUIDO II SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ACESSIBILIDADE INTEGRAL, 2007.

ALMEIDA, Maria de Fátima Xavier do Monte; MARTINS, Laura Bezerra; LIMA, Francisco José de. Requisitos informacionais percebidos por pessoas cegas durante uma navegação: como identificar? (information requirements for blind people navigation: how do identify?). In: 7 CONGRESSO INTERNACIONAL DE ERGONOMIA E USABILIDADE DE INTERFACES HUMANO-TECNOLOGIA: PRODUTOS, INFORMAÇÃO, AMBIENTE CONSTRUÍDO E TRANSPORTE, 2007, ITAJAÍ. 7 ERGODESIGN, 2007.

LIMA, Francisco José de; RIBEIRO, Ernani Nunes. Estudo da comunicabilidade das imagens: contribuições para o processo de ensino-aprendizagem na escola inclusiva. In: RAM, 2009, Buenos Aires. VIII REUNIÓN DE ANTROPOLOGÍA DEL MERCOSUR (RAM). Diversidad y poder en América Latina. Buenos Aires, Argentina. 29 de septiembre al 2 de octubre de 2009, 2009.

1997 LIMA, Francisco José de. Haptic identification of twenty-two common objects: the influence of distractors. In: 38th Annual Meeting of the Psychonomic Society, Filadélfia. Resumo publicado pela Psychonomic Society, p. 21.

Revista do . TRF 5ª Região, nº 67, p. 1 - 306, Janeiro/Março – 2007. Disponível em: https://www5.trf5.jus.br/boletins/revista_jurisprudencia/documentos/Rev_67_13032007.pdf?utm_source=chatgpt.com Acessado em: 7 de outubro de 2026.

Pesquisas e desenvolvimento

2002–2004 Prevendo barreiras, antecipando soluções, evitando acidentes. Pesquisa sobre diagramas e mapas táteis na orientação espacial de pessoas cegas e com baixa visão. UFPE; coordenação de Francisco José de Lima; participação de Lívia Couto Guedes; bolsa da UFPE. Investigou mapas e diagramas tangíveis produzidos com software TGD, informação proprioceptiva dos percursos e representação háptica de ambientes. Uma orientação de iniciação científica integrou o projeto.

2003–2004 A empregabilidade da pessoa com deficiência e a CELPE. Estudo da potencialidade empregadora de uma empresa concessionária de energia elétrica para a promoção da cidadania da pessoa com deficiência permanente ou temporária. Pesquisa concluída; coordenação de Francisco José de Lima; equipe com Clarissa Martins de Araújo, Gustavo Maurício Estevão de Azevedo e Domingos Mendes Gama Filho; três graduandos; financiamento da Companhia Energética de Pernambuco, Grupo Iberdrola. Examinou acessibilidade ao trabalho, adaptação de postos, reabilitação, reserva de vagas e responsabilidade social; originou recomendações e material de orientação para ambientes de trabalho inclusivos.

2003–2004 Acessibilidade à comunicação. Promovendo a cidadania da pessoa com deficiência visual. Pesquisa concluída; coordenação de Francisco José de Lima; participação de Rosângela Aparecida Ferreira Lima e três graduandos; financiamento da Companhia Energética de Pernambuco, Grupo Iberdrola. Investigou o acesso à conta de energia elétrica da CELPE em braille e em caracteres ampliados, com atenção à autonomia, privacidade e igualdade no recebimento de informações.

1997 Caneta para desenho M/H 1.0. Dispositivo para produção de desenhos em relevo. Desenvolvimento de Francisco José de Lima.

2018 Jogo de tabuleiro Labetinthus. Desenvolvimento. Francisco José de Lima.

2018 Jogo de tabuleiro Invasores. Desenvolvimento. Francisco José de Lima.

Orientações acadêmicas

Dissertações de mestrado orientadas

2005 Fernanda Maria Araújo Sant’Ana. Desvelando o lugar da educação especial nas matrizes curriculares dos cursos de Pedagogia e do Curso Normal Superior à luz da Teoria da Inclusão. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2006 Maria Zélia de Santana. Experiências didático-metodológicas de professores de classe comum ou regular com alunos surdos. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2007 Neulia do Carmo Pereira da Silva Cavalcanti. O papel do professor itinerante face à inserção da pessoa com deficiência no ensino regular: significando e ressignificando a itinerância. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2007 Lívia Couto Guedes. Barreiras atitudinais nas instituições de ensino superior: questão de educação e empregabilidade. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2011 Paulo André de Melo Vieira. O papel da áudio-descrição na eliminação de barreiras comunicacionais no material didático no ensino médio; projeto inicialmente intitulado “Áudio-descrição nos livros didáticos”, iniciado em 2009, com apoio da FACEPE. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2011 Ernani Nunes Ribeiro. A imagem na relação de expressão com o texto escrito: contribuições da áudio-descrição para a aprendizagem de educandos surdos; projeto iniciado em 2009, com apoio da FACEPE. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2012 Andreza Nóbrega. Caminhos para inclusão: uma reflexão sobre áudio-descrição no teatro infanto-juvenil. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2012 Fabiana Tavares dos Santos Silva. Educação não inclusiva: a trajetória das barreiras atitudinais nas dissertações de educação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFPE). Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

2013 Fernanda Cristina Feitosa Loiola. Subsídios para a educação hospitalar na perspectiva da educação inclusiva. Dissertação de mestrado em Educação, UFPE. Orientador: Francisco José de Lima.

Coorientação e iniciação científica

2008 Maria de Fátima Xavier do Monte Almeida. Auxílios à navegação de pedestres cegos através de mapa tátil. Dissertação de mestrado em Design, UFPE. Coorientador: Francisco José de Lima; orientadora: Laura Bezerra Martins.

2004 Lívia Couto Guedes. Prevendo barreiras, antecipando soluções, evitando acidentes. Iniciação científica na UFPE, vinculada ao projeto de pesquisa de mesmo nome. Orientador: Francisco José de Lima.

Bancas de teses e dissertações

Defesas de doutorado

2004 Luzia Guacira dos Santos Silva. Inclusão: uma questão também de visão? Estratégias de ensino utilizadas com uma criança cega. Tese de doutorado, Educação, UFRN; banca com Lúcia de Araújo Ramos Martins. Participação de Francisco José de Lima na banca.

2006 Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo. Do olhar inquieto ao olhar comprometido: uma experiência de intervenção voltada para a atuação com alunos que apresentam paralisia cerebral. Tese de doutorado, Educação, UFRN; banca com Lúcia de Araújo Ramos Martins. Participação de Francisco José de Lima na banca.

2007 Núbia Bernardi. A aplicação do conceito do desenho universal no ensino de arquitetura: o uso de mapa tátil como leitura de projeto. Tese de doutorado, Engenharia Civil, Unicamp. Participação de Francisco José de Lima na banca.

Defesas de mestrado e participações em dissertações

2002 Sandra Alves da Silva Santos. Política de inclusão no contexto da reforma educacional no Brasil. Dissertação de mestrado, Educação, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

2002–2003 Ediana Rodrigues de Souza Almeida. A formação dos professores de classes especiais para o uso do computador: do discurso dito ao discurso vivido; também registrada como “A formação dos professores das classes especiais para uso do computador na sala de aula”. Dissertação de mestrado, Educação, UFPE; participação acadêmica associada à dissertação. Participação de Francisco José de Lima.

2003 Sandra Alves da Silva Santiago. Educação para todos: um estudo sobre a política de inclusão dos portadores de necessidades especiais no Brasil. Dissertação de mestrado, Educação, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

2006 Dulciana de Carvalho Lopes Dantas. Jovens e adultos com deficiência mental: entre limites e possibilidades de permanência na escola regular, em tempos de inclusão. Dissertação de mestrado, Educação, UFRN; banca com Lúcia de Araújo Ramos Martins. Participação de Francisco José de Lima.

2006 Ana Flávia Teodoro de Mendonça Oliveira. A construção de uma identidade docente inclusiva e os desafios ao professor-formador. Dissertação de mestrado, Educação, UFPE; orientação de Clarissa Martins de Araújo. Participação de Francisco José de Lima.

2008 Rubem Varela de Oliveira. Itinerário educacional de uma aluna cega e a busca pela imagem adaptada. Dissertação de mestrado, Educação, UFRN. Participação de Francisco José de Lima.

2008 Francileide Batista de Almeida Vieira. O aluno surdo em classe regular: concepções e práticas dos professores. Dissertação de mestrado, Educação, UFRN. Participação de Francisco José de Lima.

2010 André Ricardo Melo. Avaliação ergonômica de websites para uso por pessoas com deficiência visual através da interface humano-computador. Dissertação de mestrado, Design, UFPE; orientação de Marcelo Márcio Soares. Participação de Francisco José de Lima.

16 dez. 2011 Taísa Caldas Dantas. Jovens com deficiência como sujeitos de direitos: o exercício da autoadvocacia como caminho para o empoderamento e a participação social. Dissertação de mestrado, Educação, UFPB, João Pessoa. Participação de Francisco José de Lima.

29 set. 2012 Eleide Gomes Teixeira Torres Lira. A coordenação pedagógica e o processo de inclusão do aluno com necessidades educacionais especiais: um estudo de caso. Dissertação de mestrado, Educação, UFRN, Natal. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Bruno Hipólito da Silva. Desenvolvimento de webquest como estratégia de aprendizagem no laboratório de imagem em curso de Medicina do Recife. Dissertação de mestrado, Mestrado profissional em Educação na Área da Saúde, Faculdade Pernambucana de Saúde. Participação de Francisco José de Lima.

31 mar. 2016 Marcilene Magalhães da Silva. Processo de inclusão no ensino superior: o caso de estudantes com deficiência na UFOP. Dissertação de mestrado, Educação, UFOP. Participação de Francisco José de Lima.

Também integrou as bancas de defesa das dissertações que orientou de Fernanda Maria Araújo Sant’Ana, Maria Zélia de Santana, Neulia do Carmo Pereira da Silva Cavalcanti, Lívia Couto Guedes e Fernanda Cristina Feitosa Loiola; os trabalhos estão descritos na seção de orientações.

Exames de qualificação

2007 Núbia Bernardi. O impacto do desenho universal no processo e no ensino do projeto arquitetônico: o caso de indivíduos com visão subnormal. Exame de qualificação, Doutorado em Engenharia Civil, Unicamp. Participação de Francisco José de Lima.

2008 Zélia Maria Luna Freire da Fonte. A educação de surdos e a prática pedagógica: análise a partir da alteridade surda. Exame de qualificação, Doutorado em Educação, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

2011 Taísa Caldas Dantas. Qualificação relacionada à dissertação sobre autoadvocacia e empoderamento. Exame de qualificação, Mestrado em Educação, UFPB. Participação de Francisco José de Lima.

2014 Taísa Caldas Dantas. As pessoas com deficiência e o exercício da autoadvocacia e do empoderamento: um estudo comparativo Brasil e Canadá. Exame de qualificação, Doutorado em Educação, UFPB. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Mari Inês Piekas. Elementos da linguagem visual aplicados à percepção e cognição tátil. Exame de qualificação, Doutorado em Artes Visuais, UDESC. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Joana Célia do Socorro Gomes de Andrade. Lamparina para cegos: imagens e saberes revelados a partir da escuta da obra de Daniel da Rocha Leite. Exame de qualificação, Doutorado em Educação, UEPA. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Ana Fátima Berquó Carneiro Ferreira. Áudio-descrição no museu de arte: a ponte entre o cego e a imagem. Exame de qualificação, Doutorado em Museologia e Patrimônio, UERJ. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Marcilene Magalhães da Silva. Processos de inclusão e exclusão no ensino superior: o caso de alunos com deficiência na UFOP. Exame de qualificação, Mestrado em Educação, UFOP. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Erick Vasconcelos Araújo. Engenharia de papéis e acessibilidade: contribuição para o desenvolvimento de livros infantis para crianças cegas. Exame de qualificação, Mestrado em Design, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

29 dez. 2022 Marianne Cristina Lindoso Araújo. Com o tato também se vê: um estudo preliminar da percepção háptica sobre os atributos subjetivos de materiais metálicos. Exame de qualificação, Mestrado em Design, UFPE; banca por videoconferência. Participação de Francisco José de Lima.

Trabalhos de graduação e outras participações

2003 Janaína Vieira Gomes da Silva. Práticas de botânica para a educação inclusiva: deficiência visual. UFPE; participação com K. V. Correia. Participação de Francisco José de Lima.

2004 Zélia Maria Luna Freire da Fonte. A educação de surdos e a prática pedagógica dos professores ouvintes: análise a partir do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos. UFPE; outra participação acadêmica com Lúcia Martins. Participação de Francisco José de Lima.

2008 Luciana Santos da Silva e Márcia Marques Bacalhau. Formação do professor: a base do processo de inclusão. Trabalho de conclusão de curso em Pedagogia, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

2015 Priscila da Costa Xavier. Acessibilidade na comunicação: o uso da áudio-descrição como ferramenta de empoderamento e inclusão social a partir das produções audiovisuais. Trabalho de conclusão de curso em Comunicação Social, Rádio, TV e Internet, UFPE. Participação de Francisco José de Lima.

Comissões de seleção

2003 Banca examinadora do processo de seleção de professor substituto de Orientação Educacional, UFPE.

2005 Banca examinadora da seleção de professor substituto do Colégio de Aplicação, UFPE.

2006 Banca de concurso para professor adjunto, UFPE, com Clarissa Martins de Araújo e Lúcia de Araújo Ramos Martins.

Palestras e apresentações

2002 A educação da pessoa com deficiência, seminário Exercendo a Cidadania.

2003 A inclusão do portador de deficiência, palestra.

2003 Educação inclusiva, palestra.

2003 Aspectos gráficos da escrita braille: inclusão através da produção textual, comunicação.

2003 Recomendações fundamentais para o tratamento dispensado às pessoas com deficiência em concursos vestibulares, seleção profissional ou similares, palestra.

2003 O estatuto da pessoa com deficiência: conquistas e desafios para a consolidação de uma sociedade inclusiva, palestra.

2004 Inclusão escolar, palestra.

2004 Heterogeneidade e homogeneidade na escola, palestra.

2004 Barreira na cidade, no transporte e na comunicação, III Seminário sobre a Universidade e a Pessoa com Deficiência.

2004 A inacessibilidade no ambiente universitário: Centro de Educação da UFPE em foco, I Seminário Nacional sobre Educação e Inclusão Social de Pessoas com Necessidades Especiais.

2004 Ensinando a reconhecer desenhos pelo tato, I Seminário Nacional sobre Educação e Inclusão Social de Pessoas com Necessidades Especiais.

2004 Ensinando reconhecer desenhos pelo tato, IV EDUCERE e II Congresso Nacional da Área de Educação, Curitiba.

2004 A produção do desenho em relevo: a caneta M/H 1.0 como alternativa tecnológica de acesso à educação por meio da arte, IV EDUCERE e II Congresso Nacional da Área de Educação, Curitiba.

2004 Palestra no I Encontro Nacional de Profissionais de TI com Deficiência Visual.

2004 Participação no Seminário de Formação Doutoral I da UFRN, Natal.

2005 Educação inclusiva, II Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e I Semana de Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia do CEFET PE.

2005 O mito e o preconceito em torno do aluno deficiente na escola regular e na escola especial, evento Sapiens.

2005 A produção de desenho em relevo: da imagem visual para a representação tátil, apresentação com Lívia Couto Guedes, Leny Ferreira Oliveira e Ana Carolina Grijp Xavier.

2006 Acessibilidade e inclusão social, 3º Agosto pela Geografia.

2006 Inclusão como forma de educação, 3º Fórum Internacional de Educação da Faculdade São Luís de França.

2006 Acessibilidade como fator de inclusão social, Seminário sobre a Pessoa com Deficiência.

2006 Justiça e inclusão da pessoa com deficiência, palestra.

2007 Educação inclusiva: desafios e perspectivas, X Encontro Nacional de Educadores Freinet.

7 dez. 2007 Ajudas técnicas para a pessoa com deficiência visual: braille, cão guia, livro acessível e inclusão digital, XV Encontro Nacional de Entidades de Deficientes Físicos, Maceió.

2007 Participação no I Encontro Brasileiro de Audiogames, São Paulo.

2008 A educação inclusiva se faz, fazendo: dicas para professores, III Seminário Nacional sobre Educação e Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais.

2009 Sobre os pais e a pessoa com deficiência, Seminário Nacional Aids e Deficiências Aprofundando Relações.

22 set. 2011 A acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência no ambiente museológico, Encontro Baiano de Museus, Teatro Municipal de Ilhéus, Bahia.

31 jul. 2013 Barreiras atitudinais, acessibilidade e inclusão, palestra no campus de Frederico Westphalen da UFSM, Rio Grande do Sul.

30 set. 2014 Gastronomia e acessibilidade comunicacional, mesa do V Fórum Gastronomia, Saúde e Sociedade, UFRJ, Rio de Janeiro.

2014 A pesquisa sobre audiodescrição para pessoas cegas no Brasil, VI Congresso Brasileiro de Educação Inclusiva.

2015 Eliminação de barreiras atitudinais, participação no sexto episódio da série radiofônica Áudio-descrição, Rádio UFOP Educativa.

4 maio 2016 Diretrizes para a áudio-descrição: erros não são escolhas tradutórias, II ENADES, Maceió.

5 maio 2016 Palestra conjunta com Joel Snyder, II ENADES, Maceió.

16 abr. 2018 Tecnologia assistiva na perspectiva das bibliotecas universitárias, conferência magna do XX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, Teatro Castro Alves, Salvador.

Cursos, oficinas e formação

2003 O processo de inclusão de educandos cegos no sistema regular de ensino, curso de curta duração ministrado.

2008 Imagens que Falam, curso de formação em tradução visual e áudio-descrição, Centro de Estudos Inclusivos da UFPE, Recife.

2009 Imagens que Falam, nova edição do curso de tradução visual, Recife.

2009 Inclusão social para todos, atividade de formação.

16 set.–dez. 2010 Terceiro Curso de Áudio-descrição Imagens que Falam, 46 horas, Centro de Educação da UFPE, Recife. Idealização de Francisco José de Lima e organização com Rosângela Aparecida Ferreira Lima.

2011 Quarto curso de Tradução Visual Imagens que Falam, Centro de Estudos Inclusivos da UFPE, Recife.

22 set. 2011 Minicurso sobre mediação por áudio-descrição, Encontro Baiano de Museus, Ilhéus, Bahia.

22 jul.–2 ago. 2013 Curso avançado Imagens que Falam, 40 horas, UFSM, campi Frederico Westphalen e Palmeira das Missões; formação presencial e a distância ministrada por Francisco José de Lima e Rosângela Aparecida Ferreira Lima.

ago. 2014 Curso Imagens que Falam, programação de formação de 40 horas do Instituto IRIS, São Paulo.

17 jan. 2015 A produção e o reconhecimento de configurações táteis seguidos da mediação áudio-descritiva, oficina do I ENADES, Colatina, Espírito Santo.

3–7 ago. 2015 Curso de Formação de Áudio-descritores Imagens que Falam, edição em Maceió, Alagoas, sob coordenação de Francisco José de Lima.

9–30 nov. 2015 Segunda edição em Alagoas do curso de formação de áudio-descritores e consultores em áudio-descrição, Hotel Ponta Verde, Maceió; 16 horas presenciais e 24 horas a distância, com Francisco Lima, Rosângela Lima e Patrícia Pordeus.

2015 Minicurso sobre áudio-descrição.

2015 Projeto de extensão Áudio-descrição, Acessibilidade e Inclusão, Núcleo de Educação Inclusiva da UFOP.

4–5 maio 2016 A produção da áudio-descrição na prática: aplicando diretrizes basilares; oficina sobre áudio-descrição de material didático e de concursos, II ENADES, Maceió.

15 out. 2019–31 jan. 2020 Curso de Áudio-descrição Imagens que Falam 2019, ação de extensão do Centro de Educação da UFPE sob responsabilidade de Francisco José de Lima.

Organização de eventos e extensão

2004 Inauguração do Centro de Estudos Inclusivos, UFPE.

5 dez. 2008 I Mostra de Áudio-Descrição Imagens que Falam, Centro de Educação da UFPE, Recife; coordenação de Francisco Lima.

2015 I Encontro Nacional de Áudio-Descrição em Estudo, Colatina; organização com Rosângela Aparecida Ferreira Lima, Patrícia Pordeus, M. Carvalho e J. Gomes.

2016 II Encontro Nacional de Áudio-Descrição em Estudo, Maceió; organização com R. Mendonça, A. Garbelotti, P. Pordeus, J. Gomes e Rosângela Aparecida Ferreira Lima.

2010, 2016 e 2018 Participação em conferências do Audio Description Project e do American Council of the Blind. Em 2016 e 2018, apresentação “Audio Description Around the World”.

30 jul. 2022–31 jul. 2023 Coordenação do projeto de extensão “Umain: you may act for inclusion”, UFPE.

2023 Participação na Formação Continuada em Tecnologias na Educação Bilíngue de Surdos, UFPE.

Ensino universitário

desde 2002 Docência na UFPE, Centro de Educação, Departamento de Psicologia e Orientação Educacional, em regime de 40 horas. Disciplinas registradas: Educação Especial, Pesquisa e Prática Pedagógica, Fundamentos Psicológicos da Educação e Fundamentos da Educação Inclusiva.

2014.1 e 2015.1 Barreiras atitudinais contra a pessoa com deficiência, componente ED1023, 60 horas por semestre, UFPE.

2022.2–2024.1 Fundamentos para a construção de jogos acessíveis para pessoa com deficiência, componente PO511, 60 horas em 2022.2, 2023.1, 2023.2 e 2024.1, UFPE.

Prêmios e formação complementar

2016 International and Career Achievement Awards, American Council of the Blind, Audio Description Project.

2018 Dr. Margaret Pfanstiehl Achievement Award in Research and Development, American Council of the Blind, Audio Description Project.

2010, 2011 e 2016 Audio Description Training, Audio Description Associates LLC, Estados Unidos. Para o curso de 2016, carga horária registrada de 20 horas.

Locais presentes no percurso

Além dos locais associados às atividades acima, a memória do autor registra atuações em Belém, Fortaleza, Natal, Mossoró, João Pessoa, Aracaju, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Guaratinguetá, Assis, Ribeirão Preto e Mariana. O percurso também inclui Recife e sua região metropolitana, Maceió, Ilhéus, Colatina, São Paulo, Rio de Janeiro, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Ouro Preto. Essas localidades integram a trajetória de palestras, cursos, formação, pesquisa e colaboração acadêmica em território nacional.

Notas de rodapé

  1. Registro visual da UFSM — professor Francisco José de Lima ministrando o curso de áudio-descrição em Frederico Westphalen, 29 jul. 2013: https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2013/07/29/servidores-da-ufsm-participam-de-curso-de-capacitacao-em-audio-descricao

    Voltar à chamada da nota 2

Imagem original